quinta-feira, 10 de março de 2011

21 - SEMEADOR DO DESERTO (AGRADECIMENTO)

Agradecemos ao poeta brasileiro, o pernambucano Felipe Padilha (O poeta do deserto) por ter aceito nosso convite e por sua brilhante participação, através da apresentação de seus textos, os quais nos foram gentilmente cedidos. Tivemos imenso prazer em apresentá-lo e desfrutar de suas letras, de seu estilo tão peculiar de dizer poeticamente sobre os sentimentos do homem e da sua sensível percepção do mundo a sua volta. Deixamos-lhe o nosso abraço. Obrigada Felipe!


SEMEADOR DO DESERTO

Decerto é árido o deserto, só água de pedra, sede, areia, ardência,
E os cactus guardam dentro de si, a água líquida da sobrevivência.
Arenosa poeira, em tempestade, embaça além dos olhos da visão,
Faz projetar imagens, abstrações da mente, miragem, mera ilusão.

Decerto é hostil o moderno mundo, gente pobre, poder, demência,
E o homem guarda dentro de si, a senha, que ignora a sua essência.
Alma pura, em conflito, perde-se além dos sentidos da imaginação,
Faz projetos concretos, abstem-se da sensatez, fantasia, mera ilusão.

Decerto o homem é bom, tem alma, coração, amor, fé e clemência,
E ambições guardadas dentro de si, armas perigosas da inteligência.
Vaidade, em intensidade, se esquece da simplicidade da sua emoção.
Faz seus castelos na areia, subtraído da razão, ilação, a mera ilusão.

Decerto o homem tem tempo de resgatar a humildade e a inocência,
E os sentimentos guardados, fraternos, puros, livres de maledicência.
Esperança, em evidência, que se lembre de ser solidário com o irmão.
Faça do deserto inóspito, o silo, para a semeadura da nossa salvação.


***Este poema é dedicado com muito carinho ao meu amigo querido, Felipe (o poeta do deserto), pela extrema admiração que tenho pela sua obra. O poeta, que deveria ter o cognome de “poeta do amor”, tem uma grande preocupação com as questões sociais, que levam o homem a desvirtuar-se da sua espiritualidade e perder-se no concreto, na materialidade das suas ambições.
Celêdian Assis

2 comentários:

Felipe Padilha di Freita disse...

Eis que do calor misturado às intempéries da trilha que se faz sozinho, o ser vagante no deserto em meio aos seus calos e seus mais que poéticos desatinos, em miragem transcendente dialoga com um ser, um questionador por desígnio, e o andante com peito aberto deixa transparecer seus intentos, os seus sonhares, os seus estímulos, cajado em riste apontando que ainda é longo e voraz o caminho, continua suas andanças, passos mais firmes com o carinho, dos que estimulam o poeta que caminha com os desatinos, e que tem os seus sãos passos e seu coração como os reais pergaminhos, é hora tenho pressa, os meu pés me mostram o caminho, seguir sempre em direção ao que me inquieta é meu maior enigmático destino, sou O Poeta do Deserto, um caminhante dos versos por estímulo, aqui deixo minhas pegadas, guardarei em lindo silo árido todo acalento e carinho.

À Celêdian sensível poetisa que cruzou meu caminho e que enxergou minha arte com o seu modo único de enxerga-la,ao poeta Henrique pela troca transcendente, singular deleite por estímulo e aos organizadores de importante site que assim como eu, como o Henrique,Celêdian e tantos outros, devem enxergar na arte uma forma de mudar, nem que seja um só coração, este é o mais salutar e inebriante cru desígnio, como o diz o ser do deserto:

“Mostrar os nossos talentos é uma forma de ficarmos frente a frente com nós mesmos, com nossas tantas incongruências e imperfeições, mesmo que assim as achem congruentes e perfeitas, é como abrir o calabouço de nossas almas, lapidarmos o que há de melhor e arrancarmos as arestas do que é inconfessável, sobretudo, para nós mesmos.

É uma arte compartilhada da forma mais nua e crua, a arte de expormos a arte do que verdadeiramente somos, a arte de sermos nós mesmos, compartilhamento das mais belas formas de exteriorizações do sentir humano, para, quiçá, outros muitos tantos também desfrutem de nossas tantas contemplações e até lamentações, postas à tona ao pretexto de se criar, e tornarem-se assim cúmplices de nosso pensar solitário, de coadjuvantes a protagonistas, na cumplicidade de nossa mais laboriosa criação.


Absolutamente mais difícil do que externar o que somos é quando é chegada a hora de reabrir o calabouço de nossas almas e recolher o que nos resta de tudo o que fora confessado, é o momento de arrumarmos tudo em um cantinho, escondermos as chaves, e nos debruçarmos na mais duvidosa e angustiante divagação, a da esperança de termos realmente ensinado aos outros toda a nossa abstração, que um pouquinho do doar da gente tenha mudado, mudado definitivamente, mesmo que apenas e tão somente, um só coração!”


Meu muito obrigado, abraços poéticos, eu sou O Poeta do Deserto!

Anônimo disse...

Nuestro agradecimiento a Poeta do Deserto por habernos compartido un poco de su mundo y de sus letras. Esperamos seguir leyendo sus trabajos

Gracias Celedian por habernos traído a tu invitado a poetastrabajando

Un abrazo grande a Poeta, también a Celedian y Henrique con nuestro agradecimiento por la labor que desempeñan

Leonor y Russo
Poetastrabajando.com